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Jornada CityTech: A Cidade Inteligente

08 Mai 2018 - Por: Daniel Merege


Este artigo faz parte da série Jornada CityTech: do Digital ao Cognitivo. Confira o primeiro artigo!

Terreno preparado, agora é hora de construir a casa e conectar todos os sistemas que viabilizam a moradia. Uma casa é composta por sistemas que, quando integrados, permitem um local funcional e agradável para se viver. A cidade é como nossa casa: não dá para pensar uma boa cidade para as pessoas viverem se não houver distribuição de água e energia, tratamento de esgoto, coleta de lixo e outros serviços públicos básicos.

Agora, como esses sistemas todos funcionam de maneira interdependente, o mal funcionamento de um deles pode causar danos em toda uma estrutura urbana, afetando diretamente os cidadãos que dependem dela para seu bem-estar e atividades diárias. Um serviço de distribuição de água, por exemplo, quando possui focos de vazamento, acaba por afetar a chegada de água limpa para muitas residências e prédios comerciais, trazendo dor de cabeça para os usuários e gastos desnecessários de dinheiro público.

É aí que entra a inteligência de uma cidade. Sendo um sistema de sistemas, a cidade funciona plenamente quando cada um deles executa bem sua tarefa, e pode causar grandes danos quando um desses sistemas falha e afeta o funcionamento de todos os demais. Por isso, em um contexto de maior fluxo de pessoas migrando para as zonas urbanas, a tecnologia se torna grande aliada na gestão e no funcionamento eficiente desses sistemas, por meio de coleta, processamento e análise de dados produzidos por todos eles.

Tecnologicamente falando, entram em ação as plataformas de inteligência urbana, que concentram esses dados vindos dos mais diversos sistemas urbanos, analisa-os utilizando técnicas avançadas de análise de dados, e entrega para a gestão pública insights poderosos para que esta possa tomar uma decisão mais eficaz de planejamento e ação sobre as dificuldades na cidade.

Vários exemplos de tecnologias inteligentes para a gestão urbana já foram citados nos artigos deste Blog, mas, fazendo uma metáfora com a nossa realidade pessoal, é como se a todo momento uma pessoa estivesse monitorando dados vindos do funcionamento de seu corpo para identificar potenciais causas de dores, mal-estar e focos de doenças. O médico - que no exemplo das cidades seria o gestor público - poderia com mais eficácia detectar o problema e agir para repará-lo. Ainda, o próprio sistema, ao detectar uma disfunção, poderia reorganizar seu funcionamento, baseado na análise holística dos dados, para diminuir o impacto da falha em todo o sistema.

E, como sabemos, as cidades possuem recursos escassos para a quantidade de pessoas que nela mora e dela depende para viver. Por isso, uma gestão eficiente desses recursos evita desperdícios e os direciona proporcionalmente para os locais que mais precisam.

Portanto, diferentemente do estágio Digital, no qual preparamos uma infraestrutura tecnológica (por exemplo, um projeto de Iluminação Pública Inteligente, que funciona como importante infraestrutura de comunicação para tráfego de dados urbanos) para apoiar as inovações verticais, uma cidade no estágio Inteligente vai além, ao prover à gestão pública uma visão holística do funcionamento urbano baseado nos dados produzidos por ela mesma, e permite que os serviços públicos que a compõe operem de maneira correta e harmônica, o que consequentemente traz aos seus cidadãos o esperado bem-estar e qualidade de vida.

No próximo artigo da Série Jornada CityTech: do Digital ao Cognitivo, vamos explorar o terceiro estágio de maturidade: Cidade Cognitiva.

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